Aleílson relembra início de carreira no Águia

(Foto: Júnior Oliveira/Diário do Par
(Foto: Júnior Oliveira/Diário do Pará)

O jogo se desenhava difícil. O adversário acabara de conquistar o terceiro lugar no Pernambucano e tirado do Santa Cruz as vagas na Copa do Nordeste e Copa do Brasil. O Águia, com sua equipe montada há poucas semanas, no entanto, brilhou e conquistou um belo placar de 3 a 0. Para o marcador, contribuiu muito a atuação de Aleílson, autor de um golaço e de dribles e arrancadas que deixaram o torcedor do Azulão empolgado nas arquibancadas. “Deu até um friozinho na barriga subir no gramado outra vez com a camisa do Águia. Lembrei da primeira vez que eu fiz isso. A gente parava pra pensar em como o tempo passou rápido e quanta coisa mudou de lá pra cá”, comentou Aleílson.

Revelado pelo Águia em 2006, Aleílson nutre uma gratidão pelo clube não apenas por ter lhe dado a sua primeira oportunidade, mas por tê-lo ajudado a não desistir. Sem formação de base, o atleta enfrentou uma fase difícil no começo da carreira, onde a torcida pegava muito no seu pé por ele não estar fazendo gols. “Não estava preparado para críticas. Sou muito grato ao Galvão e ao Ferreirinha que confiaram e me motivaram mesmo naquela fase difícil”, relembra.

Essa deficiência na finalização se tornou um desafio. Ele afirma que desde então esse é o fundamento que ele mais treinou e procurou aprimorar e que por conta disso surgiram suas grandes oportunidades, como a de jogar no Flamengo. O atacante acha que podia ter sido melhor utilizado no rubro negro, mas também não se queixa. “É trabalhando que a gente aparece, e é assim que a gente dá nossa resposta às críticas. Vamos seguir trabalhando”, diz.

(Diário do Pará)