15 de Abril de 2010
Terceiro técnico mais longevo do futebol brasileiro, Galvão completa 1 ano e 9 meses no Águia
O
retrospecto do Águia no segundo turno do campeonato paraense impressiona.
Quatro jogos, quatro vitórias, seis gols marcados e apenas dois sofridos. A
receita do sucesso poderia ser resumida pelos mais simplistas com uma palavra:
trabalho. Mas, ao olharmos para o passado recente do time, percebemos que a
palavra correta seria outra: confiança. Sim, a confiança depositada no
paraibano mais paraense e marabaense de todos, o técnico João Galvão.
Nessa receita pro sucesso, adicione à confiança uma boa pitada de longevidade,
afinal de contas entre os clubes das três primeiras divisões do futebol
brasileiro, Galvão fica atrás apenas de Mano Menezes, do Corinthians, e
Adilson Batista, do Cruzeiro, quando o assunto é o tempo à frente de uma
equipe. E exatamente nesta quarta-feira, o “bocudo” completa 1 ano e 9 meses à
frente do Azulão.
Depois de patinar nas primeiras rodadas da Série C de 2008, o Águia demitiu o
técnico Fran Costa e foi Galvão quem assumiu a equipe, levando-a até o
octogonal final do campeonato. Sonho e pesadelo pro técnico. “Ainda penso nos
gols perdidos, em todos eles. No final da contas faltou só um golzinho a mais
para subirmos (para a Série B 2009)”, lembra.
Naquele ano, entre os adversários que o Águia deixou pra trás estava o
Paysandu, justamente o adversário da próxima rodada da Taça Estado do Pará.
Nascia ali uma nova rivalidade regional. “Já virou um clássico (Águia x
Paysandu), até por conta de todos os jogos disputados nestes dois anos de
Série C e Parazão”, afirma Galvão. Exemplos pra apimentar ainda mais esse
confronto não faltam. “Foi na Curuzu que eu tive um dos momentos mais felizes
como técnico, ainda na minha primeira passagem pelo comando do Águia (entre
2002 e 2003), quando venci o melhor time do Paysandu, que disputava Série A e
Libertadores e não perdia no estádio deles há mais de dois anos”, lembra
Galvão.
O que falta após todo esse tempo de Águia? Um título. “Estamos trabalhando
forte, com seriedade e humildade, e se for da vontade de Deus, vamos
conseguir”, conclui o religioso João Galvão. (Diário do Pará)