17 de Maio de 2010

Águia, chuva atrapalha clássico no primeiro jogo da final

A chuva castigou o gramado do Mangueirão desde cerca de uma hora antes do início do jogo. O prejuízo que a água traria ao jogo, tecnicamente, ainda poderia ser aumentado se a torcida não fosse ao estádio. Mas os fanáticos azulinos deram uma demonstração de confiança no time e compareceram em bom número no Mangueirão. Em campo, a equipe remista mostrou atitude desde o apito inicial. O polêmico Landu, que prometera a comemoração "águia quebrada" se marcasse um gol, até balançou as redes, mas em impedimento. A irregularidade, aliás, foi uma das seis cometidas pelo ataque do Remo só na primeira etapa. Para sair com a vitória, o Remo precisou mais uma vez de superação.

Foi difícil jogar no começo da partida. Muito empoçado, o gramado do Mangueirão dificultava o serviços dos jogadores de Remo e Águia. Mas enquanto os jogadores pareciam estar em fase de adaptação ao piso, o Remo deu seu cartão de visitas. Marlon esticou para Vélber, que chutou rasteiro. O goleiro Alan deu rebote e Landu marcou. Antes mesmo de cumprir a comemoração prometida o atacante viu o bandeirinha apontar o impedimento. A resposta do Águia veio com um pouco de água. Vitor Ferraz cruzou e Danilo foi traído por uma poça. A bola sobrou para Jales, que girou rapidamente chutou nas mãos de Adriano.

A chuva apertava e aos dez minutos uma descarga elétrica apagou os refletores do estádio. Com um problema a mais além do gramado, o jogo piorou. Para criar, os jogadores eram obrigados a utilizar passes longos, nem sempre certos. Marciano ainda tentou um chute de fora da área, que passou bem perto da meta de Alan. O Remo, com as rédeas do jogo, assustou em jogadas rápidas, mas pecou no posicionamento. Uma boa chance do Leão foi em cobrança de falta de Vélber, que o goleiro do Águia espalmou. A torcida ainda pediu pênalti sobre o Risadinha numa dividida do meia com Ari, mas o juiz fez vista grossa.

Segundo tempo

O Remo voltou com Gian após o intervalo para o lugar de Otacílio. O Águia manteve a postura defensiva de quem não considerava o empate um mau resultado. Os primeiros minutos da segunda etapa foi eletrizante com o águia mandando no jogo em todo o primeiro tempo. Diego Biro desceu pela esquerda do seu ataque e cruzou para a entrada da área para Vitor Ferraz emendar de primeira. O lance foi bonito, mas o chute no meio do gol. O Remo respondeu com Landu, que inverteu os papéis e encontrou Vélber na área com um belo toque. O meia adiantou demais e Alan defendeu sem sustos. Vélber teve outra boa chance, matando no peito, colocando no chão e escolhendo o canto, mas a bola foi alta.

Logo depois, o Remo teve a chance que queria. Didão deu um passe precioso para Vélber na grande área. O meia levou para a linha de fundo, driblou Alan e foi puxado. No mesmo lance, o Remo ganhou um pênalti e a suspensão do goleiro do Azulão para o próximo jogo.

Velber vai para a cobrança e o goleirão Alan faz uma grande defende, dando assim mais motivação para a equipe aguiana que logo em seguida reagiu em uma jogada entre ex-bicolores. Depois da cobrança de lateral, Samuel Lopes que havia acabado de entrar no lugar de Jales dividiu com Levy e a bola sobrou para Aldivan, de fora da área marcado por dois jogadores, mandar um belo chute de esquerda, sem chances para Adriano que nem viu por onde a bola a via passado, deixando assim o azulão marabaense em vantagem.

O gol feriu o Leão, que passou a errar passes no meio-campo. O abatimento também atingiu a torcida, que respondeu timidamente ao apelo de Samir depois que o meia chutou na rede pelo lado de fora. Mas, em cinco minutos, o Remo conseguiu o empate através de. Vélber, em impedimento, voltou andando e Landu, em condição, disparou em direção ao gol. O atacante cruzou para Samir, que não alcançou, mas puxou a marcação deixando Vélber sozinho. O meia, que perdeu o pênalti, empatou para o time remista.

Em outra grande triangulação o Remo chegou à vitória. Samir tocou para Landu e recebeu na frente, buscou a linha de fundo e cruzou para Gian completar e decretar a virada azulina. O Águia ainda teve uma boa chance com Bernardo, de cabeça, mas logo veio o final da partida e o resultado deu a vitoria ao Remo. O Remo agora joga por um empate em Marabá.

O Águia de Marabá foi muito elogiado por vários comentarista da imprensa da capital, que hoje vêem o águia como uma forte equipe do futebol paraense e temida pelos grandes da capital, próximo domingo será uma parada dura já que a final decisiva será no ninho da águia uma vez que o time marabaense é bastante temido quando joga em seu ninho alavancado por sua torcida fanática pelo clube.